MOTORES

27-09-2013

AS ALTERNATIVAS DE OTIMIZAÇÃO

Produtos & Serviços - Como os motores elétricos podem salvar energia e reais.

 

O investimento previsto na geração de energia pode ser reduzido significativamente se o Brasil usar a energia de forma mais eficiente. Esse caminho foi defendido por Sérgio Soares da Silva, engenheiro líder da área EcoStruxure da Schneider Electric Brasil, em palestra para NEI Soluções. Ele afirmou que até 2030 o planeta terá mais de 2 bilhões de pessoas na classe média energética: "Temos que pensar no futuro do nosso planeta. A demanda por energia vai dobrar até 2050 e, ao mesmo tempo, políticas do mundo inteiro têm o desafio de diminuir pela metade a emissão de CO2. Isso se ainda quisermos ter a Terra como nosso ambiente".


Assista abaixo a íntegra da apresentação

 

No Brasil, o desperdício de energia elétrica é um dos principais problemas. Segundo estimativas do Programa Nacional de Conservação de Energia - Procel, cerca de 10% da energia gerada no País é desperdiçada pelos consumidores. Para efeito de comparação, esse desperdício representa metade do consumo anual de energia elétrica do México.

E, se consideramos que os motores elétricos representam quase 70% do consumo de energia das plantas industriais, é óbvio que melhorar sua eficiência implica ganhos importantes para as empresas em particular e para o País. Estimativas de especialistas revelam, por exemplo, que um trabalho de eficiência energética em todo o parque nacional de motores elétricos industriais pode reduzir 17% a geração de energia por usinas termelétricas. Além da diminuição do desperdício, e do custo que ele representa, o exemplo mostra também a oportunidade de reduzir a emissão de CO2.

O governo brasileiro reconhece o desafio e, para enfrentá-lo, publicou a Portaria Interministerial nº 553, que estabelece rendimentos mínimos para motores entre 1 cv e 250 cv, fabricados e comercializados no Brasil desde dezembro de 2009.

A iniciativa foi acertada, mas é insuficiente porque a idade média das instalações industriais brasileiras é de 17 anos, segundo a Associação Brasileira de Manutenção - e isso inclui seus motores. As empresas relutam diante dos altos custos dos investimentos, embora reconheçam a necessidade de trabalhar com motores mais eficientes e as vantagens tecnológicas incorporadas por estes nos últimos 17 anos. Para se ter uma ideia dos avanços registrados no período, basta saber que em 1960 os motores elétricos rendiam 88% e, atualmente, chegam a render 95,1%. Rendimento, neste caso, é a relação entre a tarefa exigida em kW e a energia realmente consumida, com o agravante de que sua ineficiência aumenta com o tempo de uso e a sucessão de manutenções. Estudos técnicos de publicações especializadas revelam que as perdas no rendimento podem variar de 1 a 5 pontos percentuais a cada rebobinagem do motor.

 

Fonte: http://www.nei.com.br