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1600 - No início do século XVI, o cientista italiano Galileu (1564-1642) e o holandês C. Drebbel (1572-1634) construíram termoscópios, hoje chamados termômetros. Com base na invenção de Galileu e Drebbel iniciou-se o desenvolvimento da termometria. Nesta época os líquidos de dilatação eram o petróleo e álcool.
1667 - Foi na Academia de Florença, pioneira em muitos campos da ciência, onde se adquiriu maiores conhecimentos e progressos relativos a fabricação de tais termoscópios.
1700-1800 - Os sopradores e pequenos artesãos italianos viajaram pela Europa fabricando termômetros conforme normas florentinas (chamados de termômetros florentinos), mas logo houve muitas reclamações a respeito da falta de confiabilidade e precisão dos termômetros italianos. Por este motivo, numerosos cientistas das já conhecidas Academias e Universidades começaram a aperfeiçoar os imprecisos termômetros, esforçando-se para estabelecer pontos fixos. Resultam disto, numerosas tabelas de escala, predominou um enorme caos. O empenho em criar termômetros uniformes capazes de serem reproduzidos termina com os cientistas cujos trabalhos não tiveram êxito, nos seus países de origem.
René F. de Réamur (1683-1757)
O físico francês criou uma divisão de escala com dois pontos fixos bem definidos. A sua escala se difundiu principalmente na França e Alemanha. Ele denominou de 0ºRe (gelo) o ponto fixo inferior e a água em ebulição de 80ºRe. Esta escala, hoje, é muito pouco usada.
Gabriel D. Fahrenheit (1686-1736)
Em 1724, pela primeira vez, ele apresentou um termômetro com uma escala dividida. A sua escala foi inicialmente usada nos países de língua inglesa, e tanto na Inglaterra como nos Estados Unidos ainda hoje é de grande procura e uso. Os seus pontos fixos: o ponto de degelo é de 32ºF e o ponto de ebulição da água é de 212ºF.
Anders Celsius (1701-1744)
O professor sueco de Astronomia, criou em Upsala uma divisão de escala que registrava de 0ºC a 100ºC. Poucos anos mais tarde, Carl V. Linné, o médico sueco levou a escala de Celsius a uma correta e lógica divisão do ponto de degelo, 0ºC e o ponto de ebulição da água, 100ºC. Esta escala teve êxito inicialmente na França. A escala Celsius até hoje é a mais usada em todo mundo. Para medições de alto nível científico a escala Kelvin é empregada, razão pela qual queremos prestar algumas informações a respeito.
Kelvin (1824-1907)
Kelvin propôs para medições de maior precisão, uma escala absoluta. Ele partiu do raciocínio de que um gás ideal, puro, ao esfriar 1ºC diminui o seu volume em 1/273,15. No -372,15 o volume do gás deve ser zero. Esta temperatura é denominada de ponto zero absoluto. Kelvin colocou na sua escala esta temperatura como zero. Os intervalos da escala Celsius são conservados de maneira que o ponto de degelo está no 273,15 K e o ponto de ebulição da água está no 373,15 K. Mesmo assim, para simplificar, a escala de Celsius continua sendo a mais usada na indústria, ciência e ensino.
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