Os termômetros aqui descritos são projetados para serem utilizados com imersão total ou parcial. É importante que sejam colocados em uso nas mesmas condições em que foram calibrados, caso contrário, os erros poderão ultrapassar os limites estabelecidos.
Os termômetros com imersão parcial são identificados através de uma marcação no capilar em forma de traço, círculo, anel de vidro ou através de uma inscrição no verso, ou ainda, quando o instrumento for constituído de uma haste mais fina que o corpo. Esses termômetros de imersão parcial devem ser imersos no banho na altura indicada.
Termômetros calibrados com imersão total devem ser imersos a medida que a temperatura for alterando, deixando fora do banho o ponto desejado.
A utilização dos termômetros em imersões adversas das especificadas, é possível, porém, é necessário a aplicação de uma correção obtida através da seguinte fórmula:
C.ce (Tb-Tm) = Correção da coluna emersa
C= coeficiente diferencial de expansão do líquido e do vidro, em termômetros de enchimento de Hg em ºC = 0,00016 e, em ºF = 0,00009 e com expansão a líquido em ºC = 0,001 e em ºF = 0,0006
ce = coluna emergente (número de graus emergentes no banho)
Tb = Temperatura do banho
Tm = Temperatura média observada na coluna emersa
Exemplo:
Um termômetro de imersão total, enchimento Hg, com escala de -10 +110ºC quando utilizado em um banho de pouca profundidade, onde o usuário queira verificar o ponto 100ºC, porém a parte imersa só atinge os 20ºC e, a temperatura média acima do banho esteja a 30ºC:
0,00016 x 80 (100-30)
0,00016 x 80 x 70 = 0,9
O termômetro registrará 0,9ºC a menos.
A aplicação da fórmula é de fundamental importância principalmente nos termômetros de máxima com trava onde a temperatura só é lida após o esfriamento do termômetro. A temperatura média acima do banho deve ser substituída pela temperatura ambiente. Em temperaturas mais elevadas são encontrados valores bastante expressivos.
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